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O Ministério da Saúde adverte: Coaching Integrado pode causar dependência
O que testemunhei no Máster Coaching Integrado foi simplesmente milagroso. Em virtude do anteriormente relatado, poupei as cordas vocais e a saliva do meu amigo Jairo e voei, sponte sue, para o Rio. Desde que comecei a minha jornada MenteCorpo, os workshops, cursos de extensão e de formação dos quais participei foram muito, muito bons, mas...E neste “mas” se expressavam dúvidas posteriores quanto ao custo/benefício e a relativa carência de novidades. Enfim, indeciso leitor, tais elucubrações traduziam uma certa insatisfação – derivada de meu alto nível de exigência e, principalmente, de uma capacidade de auto-observação mais refinada. Abro um parêntese e explico. Uma das mais argutas percepções de Bandler é a de que “pior do que você não conseguir o que quer, é não conseguir o que não quer”. Traduzindo a piada: muitas vezes em sua vida você não sabe que existem coisas importantes, ou mesmo que saiba, não lhes dá valor, não presta atenção a elas e, assim deixa de experimentá-las. Conseqüentemente, não consegue melhorar o que quer ser, ter e fazer. Por exemplo, houve uma época em que eu nunca tinha ouvido falar em Programação Neurolingüística (PNL) ou em Abordagem MenteCorpo (AMC) e, mesmo quando passei a conhecer tais procedimentos, levei algum tempo sem me interessar por eles. Quando a pessoa sabe que tudo que ela é, tem e faz é a única realidade existente, ela pára de pensar. E, assim, não consegue o que não quer. No Coaching Integrado em Brasília, aconteceu a mesma coisa comigo. Rhandy, com o indispensável suporte de Fátima, deu um show de competência, objetividade, capacidade de síntese, manutenção do foco, flexibilidade e disciplina no Máster. Os dois se excederam, tornando comparativamente pálido o notável desempenho no DF. Sabedoria! Como antecipei na primeira parte do artigo em epígrafe, amnésico leitor, sou moço gentil, de fino trato, irreverente, polêmico, epicurista, hedonista e geralmente bem-humorado (como o comprovam meus escritos e meu discurso; faço o gênero pernóstico por gozação, para me divertir – e aos outros - sempre com respeito). Mas, sou um crítico exigente, como já declarado, às vezes implacável. Não sou homem de elogio fácil. Para ilustrar os numerosos adjetivos sobre esta última performance do casal, vou compartilhar com você, suspicacíssimo leitor, três das mais fantásticas experiências que já vivi até então. No primeiro dia do Máster, doía-me incomodamente a região lombar, pelo que não saí para almoço. No dia seguinte, embora a baiúca ficasse a três quarteirões, fui de táxi e voltei me arrastando. No terceiro dia, na hora do almoço, desci um andar pelas escadas, pois o elevador estava lotado. Alcancei e ultrapassei os colegas na rua, em ritmo marche-marche, cheguei à biboca e reservei mesa para a turba, sentei-me e esperei pela malta que logo após apareceu, fazendo cara de paisagem. Na volta, idem, idem. E não senti na-da ve-zes na-da! Nem depois. Coincidência, não é mesmo? Outra vez, Rhandy nos ameaçou – acho que quando falou sobre nossas múltiplas identidades desconhecidas –, afirmando com superlativa superioridade que “daria um nó” nas nossas cabeças. “Não na minha”, respondi-lhe altaneiro, modelo que sou de equilíbrio e portador não de um mísero ego, mas de um poderoso superego. Vizinhos do mesmo albergue dividimos um mesmo táxi na volta. Antes de o casal recolher-se aos seus aposentos, comentei, provocativo, que nem laço houvera dado em minha cabeça, quanto mais um nó. E sentei no átrio do cubiculum, fumando em sossego enquanto meditava sobre a influência do adejar das borboletas nacionais na gênese do Katrina. Satisfeito comigo mesmo, já me dispunha a galgar o ascensor, eis que surge uma interna sensação de desconforto, de perda, que logo aflorou à consciência: esquecera a minha pasta no local do curso! A dupla não me havia dado um simples nó. Deu-me dezoito nós cegos, com sutileza invulgar!!! E, como o faz o criminoso, também fi-lo, obrigando-me a voltar ao local do crime...Outra coincidência, não, cético leitor? Quer mais? Tem muito mais. Durante o período do Máster anotei mais de vinte comportamentos inusitados, derivados de capacidades, crenças e identidades que raramente usara, esquecera ou nem sabia que tinha. Se você achar que é coincidência, agnóstico leitor, vou criar um caso. A síntese que mais me marcou no trabalho de Rhandy & Fátima foi uma sensacional equação, que apenas mencionarei (se quiser detalhes vá fazer o Coaching e o Máster Integrados). Para eles, o Google está para a Net, assim como a nossa identidade e crenças conhecidas e pseudamente únicas estão para os nossos imensuráveis recursos internos. A diferença que faz a diferença são os links. Lembrando-nos sempre que toda crença é política. Entendi, nos coachings que fiz, que coaching é coaching e terapia é terapia, não se devendo misturá-las. Sendo eu um expert no metamodelo de linguagem, morando num país tropical, e sendo polêmico por natureza, lembrei-me de Galileu Galilei e mandei ver: o que poderia acontecer se eu os associasse? Combinei procedimentos e pressuposições facilitadoras de ambos em clientes antigos e recentes. Sen-sa-ci-o-nal! Deram um salto tão grande que três mereceram alta, felizes e saltitantes (prejuízo se houve, somente para o meu bolso). Claro que não vou supergeneralizar, agindo assim com todos os clientes. Afinal, modus in rebus, como diria Horacio. Quer mais? Tem mais. Minha melhor amiga e ex-cliente me telefona, angustiada com a situação emocional, profissional e financeira da filha, que, apesar do excelente currículo, encontra-se desempregada durante período jamais experimentado, sem carro, sem dinheiro, sem esperança. Faço-lhe as “perguntas poderosas”, que anota e transmite à herdeira. Em quarenta e oito horas consegue emprego, em cerca de uma semana compra um carro, encontra-se faceira, catita e equilibrada. Se alguém falar em sorte, coincidência ou equivalentes, juro que vou-lhe às fuças. Compreendeu agora, recuperável leitor, por que Rhandy é o coach dos coaches e Fátima sua profeta (detesto profetisa)? Finalmente, associei o Feldenkrais ao coaching. Amazing! Detalhes, leitor curioso? Vá fazer o próximo Coaching Integrado no Rio, em outubro e novembro. Discuti-los-ei com Rhandy e Fátima durante o evento. Se vou de novo? Ora, distraído leitor, não houvera sabido da advertência do Ministério da Saúde, que o Coaching Integrado pode causar dependência? ................... Seguindo a máxima do Coaching Integrado de comemorar qualquer sucesso, comemoramo-lo Cecília, seu marido e eu, no Shirley do Leme, saboreando fabulosos crustáceos e degustando capitosos e nobres tintos. Afinal, comemorar a condição de novéis Masters não é comemorar um sucesso qualquer. 29.9.2005
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