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A verdade parece chegar com a última palavra. Mas é a última palavra que provoca a próxima. Rabindranath Tagore
Na minha visão, Rhandy Di Stéfano e Fátima Abate estão para o Coaching Integrado assim como Richard Bandler e John Grinder estão para a Programação Neurolingüística (PNL)Em cinqüenta anos descontínuos de vivências em mais de seis escolas de psicanálise, comecei minha saga de “aprendiz de curandeiro” no início de 1990. Despertado pelas pesquisas de Rëuven Fëurstein e Giorgi Lozanov, desembarquei na praia da Abordagem MenteCorpo (AMC) – depois de diversas escalas e conexões na PNL, na Hipnose de Milton Erickson, na Neuróbica, no Feldenkrais e em muchas cositas más.Entre as formas breves de terapia que conheço, a PNL é o mais fascinante e poderoso modelo de realidade, de vida, de comunicação, de ensino e aprendizagem e de muitos etecéteras. E, inclusive, de terapia (embora muitos iconoclastas não a considerem como tal). Para mim, portanto, a AMC é o único Deus e a PNL o seu profeta. A PNL é a jóia da coroa, a cereja do bolo, Pronto! Ponto!Há cerca de três anos, quando refletia sobre o comportamento sexual das drosófilas, fui instado pela insistência patológica do meu fraterno amigo Jairo Mancilha – um dos maiores atratores do caos que já conheci – a fazer meu primeiro coaching. Muito interessante no gênero: aprendi Amazonas a meu respeito e a do processo, me diverti, me confundi esquizofrenicamente, errei um monte de coisas, acertei outras tantas, fiz novos amigos e influenciei pessoas (e por elas fui conquistado e influenciado)...e, finalmente, consegui o certificado internacional, um pouco por generosidade dos meus orientadores.Conceda-me agora, complacente leitor, a indulgência de retornar ao primeiro parágrafo destas mal-traçadas. No ano passado, me encontrava eu posto em nirvânica contemplação sobre a sexualidade das ápteras melanogaster, quando eis que Mancilha rides again. Ingênuo leitor: você conhece Jairo Mancilha? Conhece??? Não, leitor inocente. Você pensa que o conhece. Por trás daquela aparência espiritual, frágil e comovente, esconde-se a alma de um torturador compulsivo-obsessivo, capaz de demolir o Pão de Açúcar com uma colher de pedreiro.Imperialmente ordenou-me que me inscrevesse no Coaching Integrado, que àquela época seria realizado na Corte. Fazendo ouvidos moucos às minhas firmes objeções, fez-me chantagens, implorou, tentou me seduzir com superlativos encômios à inusitada capacidade de Rhandy e Fátima, além de insidiosas blandícias.É de domínio público, assertivo leitor, a notável coragem com a qual defendo as minhas convicções (sin jamás perder la ternura). Ignorou-a o nefelibata. Fez pior: ameaçou trocar de mal comigo. Sabendo do que ele é capaz de fazer, quando quer porque quer alguma coisa, o receio apoderou-se da minh’alma de perder tão simbiótica amizade – máxime a de Helen, minha auditiva favorita.
E assim, indecorosamente, capitulei e bovinamente me dirigi ao holocausto.
Minha experiência com Rhandy e Fátima foi um dos “marcos azuis” da minha vida. Embora a terminologia empresarial me soasse estranha – creio ter sido o único adventício naquele Butantã de proficientes RHs, gestores e assemelhados –, a PNL muito me ajudou (além das minhas contumazes erudição e cultura), a transduzir inúmeros conceitos, aprender horrores e a me impressionar com a objetividade e a competência daquela dupla dinâmica.
Mesmo com tudo isto, ainda acreditava (e acredito) que a AMC, a PNL etc, etc, tanto que não reli sequer a apostila nem comecei a exercitar a prática do coaching integrado. Mas...a semente já houvera sido plantada no meu espírito. “Um momentinho, Nelson Marins” - espicaçava-me meu diálogo interno. “Quem disse que na AMC, como em coração de mãe, não cabe mais um?” É de uma clareza meridiana que o único motivo que me levará a fazer o máster coaching é exclusivamente sistematizar a miríade de pensamentos que insistiam em borboletear na minha cabeça. Nada mais que isto, elucubrava.
Àquela altura, eu já sabia da extrema proficuidade do casal. Jairo Mancilha (te devo mais uma, mermão), na verdade, houvera sido excessivamente modesto no seu panegírico. O que eu ainda não sabia (nem Jairo, nem Fátima, nem Rhandy, nem você, angélico leitor) era o quanto.
Sabê-lo-ão na 2a. parte deste artiguete: “Coaching Integrado II: o Ministério da Saúde adverte – Pode causar dependência”.
29.9.2005
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