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A MÁGICA DA COMUNICAÇÃO OCULTA

 

 

    Comunicação é o ato de emitir, transmitir e receber mensagens. As palavras são o conteúdo da comunicação, e as características da voz e a “fisiologia” do corpo são o contexto no qual a mensagem está inserida. Conteúdo e contexto formam o significado da comunicação”.

 

 

     Se você quiser me telefonar basta digitar 389-0102 (número fictício). Entretanto, se você se enganar num algarismozinho sequer, vai falar com o resto da humanidade, menos comigo. E quando isto acontece, o que é que você faz? Consulta a agenda de novo até perceber o seu equívoco ou bate no telefone, chamando-o de idiota, acusando-o de estar de má vontade com você ou trocando de mal e deixando de falar com ele? Se escolheu a segunda opção, aguarde um pouco que eu vou chamar os homens de branco com a máquina de eletrochoque, concorda?

 

     Agora, alguma vez você já procurou ajudar o seu filho e ele se sentiu perseguido? Já elogiou a sua mãe e ela ficou irritada, pensando que era gozação? Algum dia você ficou uma fera com o seu chefe por que ele ficou uma fera com você porque pediu uma coisa e você pensou que ele estava pedindo outra coisa? Não é porque você ou eles sejam burros, insensíveis ou mal-agradecidos, não (pode ser até que vocês sejam...). É porque a responsabilidade da comunicação é a do emissor da mensagem, de modo que boas intenções não garantem a eficácia da comunicação. Assim, se o outro não reage como você espera, cabe a você – e não a ele – reajustar sucessivamente  os seus comportamentos até que o outro responda exatamente como você  deseja. Neste momento, você poderá concluir que a sua comunicação está sendo eficaz.

 

     Há três grandes obstáculos, pelo menos, que dificultam a comunicação:

1) Costumamos focalizar nossa atenção quase que exclusivamente no conteúdo;

2) Temos a ilusão de que nos comunicamos na mesma língua;

3) Pressupomos que o outro entende sempre o significado das nossas palavras e vice-versa.

 

     Prestar atenção ao conteúdo, ao assunto da conversa é muito importante. Do contrário o diálogo se tornaria um tanto assim surrealista:

 

- Você está ajudando o governo a economizar energia, ouvindo rádio de pilha, substituindo suas lâmpadas por velas, tomando banho uma vez por semana e escrevendo a lápis?

 

- Mas os pigmeus bantus adoram comer fritada de formigas com ensopadinho de repolho aos domingos, já que a cotação do café no mercado de capitais caiu dois pontos pela síndrome de Down-Jones.

 

     Embora o conteúdo da comunicação seja essencial para garantir um mínimo de nexo, o seu impacto é relativamente pequeno, pois só atinge a parte consciente da mente. Muito mais útil do que prestar atenção às palavras do interlocutor é perceber como ele se expressa: os verbos, advérbios e os adjetivos que ele usa com mais freqüência, às características da voz – especialmente o tom – e, fundamentalmente, à “fisiologia”, isto é, à comunicação não-verbal (expressão fisionômica, gestos, posturas, movimentos dos olhos, tipo, freqüência e ritmo da respiração, tônus muscular e assim por diante).

 

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