Home


Nelson Marins


Abordagem MenteCorpo


Coaching


Cursos e Palestras


Consultoria


Artigos


Crônicas


Diversos


Galerias de Imagens


Links e Serviços


Busca no site/web


Contato


 

 

 

 

ANATOMIA DA SÍNDROME DE PÂNICO

 

Nos últimos 30 anos, pesquisadores de renomados centros de investigações e de universidades vêm usando,tecnologias cada vez mais complexas, onerosas e de última geração para demonstrar o que já sabíamos, por observação empírica, desde os tempos de Hipócrates. Primeiro, que conceitos e técnicas simples, econômicas e antiqüíssimas também funcionam. Segundo, que mente "e" corpo são duas faces da mesma moeda, são dois aspectos distintos do mesmo sistema integrado, que se chama ser humano. Esta nova forma de compreender e praticar a medicina denomina-se Abordagem MenteCorpo (AMC).

 

   Uma das premissas fundamentais da AMC é que nossos pensamentos influem - e são influenciados - pelas emoções, e que ambos interagem com nossa fisiologia, como se formassem um círculo, onde não há causas nem efeitos definidos. Neste contexto, pensamentos são representações mentais ou internas de imagens, sons - da natureza, musicais, monólogos, diálogos - e de sensações físicas: peso, pressão, localização, temperatura, umidade, textura, odores e sabores (Se duvidar, incréu leitor, pense na sua comida favorita: ela pode ser imaginária, mas a sua salivação é real); emoções significam sensações específicas experimentadas em áreas do corpo, agradáveis ou desagradáveis, desejáveis ou não (quando neutras, insensível leitor, você nem as sente).  Fisiologia, ainda neste contexto, representa a chamada expressão corporal, isto é, o conjunto de posturas, gestos, expressões fisionômicas, movimentos dos olhos, tipos de respiração, tônus muscular, temperatura e umidade das mãos, palidez, rubor, espessura do lábio inferior (excelente sinal de transe hipnótico), e as características da voz.

 

   E daí, quais são as aplicações práticas da tal premissa? Infinitas, estupefato leitor. Para o sujeito experimentar um determinado estado emocional, síndrome do pânico, por exemplo, ele tem que ser um craque. O quê? É isto mesmo, perplexo leitor. Ele tem que gerar imagens e sons internos ameaçadores (involuntários e inconscientes), através da combinação de certas características dos dito cujos: tamanho, cores, distância, movimento etc, tom, timbre, volume, velocidade etc etc. Além disto, seu corpo tem que colaborar: músculos tensos, respiração torácica, rápida e superficial ou, então, "travada", olhos arregalados. Logo, logo, estará hiperventilando e, como resultado, a freqüência cardíaca aumenta, podendo ocorrer distúrbios do ritmo e palpitações, fechando cada vez mais o círculo vicioso. Se não for assim, nada feito.

 

   Em verdade, em verdade vos digo, nunca vi ninguém com síndrome do pânico, sentadão, relaxado, respirando profunda, confortável e len...ta...men...te com o abdome, sorrindo e me falando de-va-gar-qua-se-pa-ran-do: "Nel-son...es-tou...sen-tin-do...um...me-do...tão...gran-de...que...não...sei... o...que...fa-zer".

 

   É assim que funciona no pânico? É, apavorado leitor. E é assim também que funciona na depressão e na euforia, na alegria e na tristeza, no tédio e na motivação, até que a morte nos separe. O conteúdo pode variar, mas o processo é basicamente o mesmo.

 

   A boa notícia é que podemos ensinar o paciente a usar, conscientemente e em benefício próprio, outros padrões de pensamentos, emoções e fisiologia. 

 

   

Índice dos artigos

 

   


 


Copyright © 2005-2007 Nelson Marins - Site produzido por xenïa antunes